Epifania do Senhor!

epifania_do_senhor+ Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

A solenidade da Epifania do Senhor completa o quadro do nascimento de Jesus Cristo com a presença dos magos do Oriente. Sem eles, o presépio ficaria incompleto e não retrataria de modo justo a manifestação do amor misericordioso de Deus e da salvação para todos, em Jesus Cristo. A Epifania testemunha o amor de Deus revelado às nações, representadas por aqueles homens sábios, denominados magos, que vieram de longe para adorar Jesus e oferecer-lhe presentes. São Paulo, na Carta aos Efésios, nos mostra em que consiste o “mistério” que nos foi revelado: “os pagãos são admitidos à mesma herança” do povo da Aliança (Ef 3,6). O amor de Deus foi revelado no nascimento de Jesus Cristo aos que se encontravam perto, isto é, ao povo de Israel, representado pelos pastores, mas também aos povos todos.

A palavra grega “epifania” atribuída a esta solenidade significa “revelação”, “manifestação”. Deus revela o seu amor e manifesta a sua salvação para todos, em Jesus Cristo nascido em Belém. Cumpre-se, de modo admirável, a universalidade da salvação anunciada pelos profetas! Por isso, ao rezar, hoje, o Salmo 71, nós dizemos: “As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor”. Assim, hoje, nós também nos sentimos incluídos no presépio, como participantes do novo Povo de Deus, formado por gente de todas as raças, línguas e nações.

Nós caminhamos ao encontro de Jesus menino, nos braços de Maria, imitando os magos, com a atitude de adoração e com as nossas oferendas. Eles “ajoelharam-se diante dele e o adoraram” (Mt 2,10). Herodes não foi capaz de ir ao encontro de Jesus, apenas fingindo querer adorá-lo. Em seu orgulho, não foi capaz de se colocar entre os humildes pastores, nem entre os sábios estrangeiros, desprezados por muitos naquele tempo. Por isso, na celebração do nascimento do Salvador o nosso amor fraterno deve se alargar, envolvendo especialmente os que não são amados, bem como os que mais sofrem. Adoramos o Menino Deus que oferece a todos a sua misericórdia, dispondo-nos a amar a todos com verdadeira caridade. Além disso, a exemplo daqueles magos, nós também somos chamados a oferecer ao Menino Jesus os bens mais preciosos que temos.

Para continuar a viver bem o Natal, é fundamental a participação na Igreja. Neste período natalino, que para muitos é também tempo de férias, não deixe de dar prioridade à participação na missa, ao menos aos domingos. Sem Deus, não há verdadeiro descanso. Neste Jubileu da Misericórdia, seja misericordioso como o Pai, perdoando e praticando as obras de misericórdia. Assim fazendo, as alegrias do Natal se estenderão ao longo do novo Ano.

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