Segue-me!

The-Rich-Young-Man+ Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Estamos vivendo este tempo especial de graça de Deus, que é a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre “a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, iniciada no Vaticano, no último domingo. Rezemos pelo Papa Francisco e por todos os que participam da Assembleia Sinodal. Neste Mês Missionário, é importante recordar o papel da família, especialmente, a missão dos pais na transmissão e vivência da fé em Cristo. O envio de Jesus para “fazer discípulos” aplica-se também aos pais e familiares. O convite de Jesus “vem e segue-me” dirige-se a cada membro da família e deve ser acolhido de tal modo, que um possa ajudar o outro a ser verdadeiro discípulo.

O Evangelho hoje proclamado nos apresenta uma pergunta feita a Jesus, que continua a ecoar ainda hoje: “que devo fazer para ganhar a vida eterna?” (Mc 10,17). A resposta de Jesus pode ser resumida na expressão “Vem e segue-me” (Mc 10,21). Ao responder a pergunta daquele homem, Jesus “olhou para ele com amor”, propondo duas atitudes fundamentais: a vivência dos mandamentos e a partilha das riquezas para obter um tesouro no céu. O apego às riquezas torna difícil entrar no reino de Deus. O discípulo não conseguirá trilhar o caminho carregado de bens materiais, especialmente quando for necessário subir o Calvário, com Jesus. Na primeira leitura, o Livro da Sabedoria (Sb 7,7-11) nos recorda o valor maior a ser cultivado que é a “sabedoria” e não o poder e as riquezas.

O diálogo entre Pedro e Jesus ilumina a questão do desapego a ser cultivado pelo discípulo. Enquanto Pedro fala em “deixar e seguir” (Mc 10,28), Jesus se refere a “deixar e receber” (Mc 10,29-30). A visão de Pedro a respeito parece negativa, acentuando aquilo que se deixa para seguir Jesus. A resposta de Jesus a Pedro se refere ao muito que o discípulo recebe, “cem vezes mais”, já na vida presente, e no futuro, a vida eterna. Contudo, a vida do discípulo nunca será fácil, cômoda. Jesus menciona também as “perseguições”, que se tornam um critério fundamental para definir um  discípulo fiel de Cristo. Vivemos numa época em que surgem novas formas de perseguição aos discípulos de Cristo, exigindo fidelidade e perseverança.

A Carta aos Hebreus (Hb 4,12), ao proclamar que a “a Palavra de Deus é viva e eficaz”, ressalta a sua força criadora, experimentada por aqueles que a acolhem e testemunham, como devemos fazer neste mês da Bíblia.

Renovo o convite para a festa da Padroeira, N. Sra. Aparecida, na Esplanada dos Ministérios, dia 12, com a missa às 17 h, seguida da tradicional procissão. Vamos todos participar!

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